TÔ EM SP

Caine’s Arcade

// INOVAÇÃO VS EMULAÇÃO//


Em 1965 quando a tecnologia com uso diário ainda não trabalhava numa previsão tangível sobre o futuro do hardware, o então presidente da Intel, Gordon E. Moore fez sua profecia, na qual o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Essa profecia tornou-se realidade e acabou ganhando o nome de Lei de Moore. De lá pra cá, vimos diversos mercados serem engolidos pela prática dela.

Mas a brincadeira da velocidade disso é: Se eu te pedir para dar 30 passos, certamente você vai saber onde para. Mas e se eu te pedir para dar 30 passos em progressão geométrica, você sabe onde vai chegar?

Música, comunicação, computação pessoal… e claro, o o modo como nos relacionamos com outros através disso - tudo mudou. Basta tomar o exemplo de um mercado, o fotográfico por hora. A Lei de Morre não só dizimou o comércio de máquinas analógicas como transformou 2011 no ano responsável pela produção de 10% de todas as fotos tiradas pela humanidade.




A lei de moore é uma progressão geométrica, uma duplicação a cada 1 ano e meio. Já nosso entendimento sobre utilização da tecnologia e o reflexo desse novo momento é uma progressão aritmética, limitada.Entendemos as possibilidades do uso das ferramentas nesse passo previsível da PA, avaliando e procurando meios de capitalização novos, enquanto as possibilidade da tecnologia nos levam em direção a singularidade - um evento tecnológico onde as máquinas devem alcançar uma capacidade de processamento e de inteligência artificial maior que a humana. Tenho certeza que ainda lá vamos estar discutindo ROI em mídia cyborgue.

Estamos nos acostumando a constantes projeções bilionárias em mercados aparentemente embrionários. Sabe a eterna sensação de que numa garagem próxima de você há um nerd se preparando pra ser o próximo homem mais influente do planeta? O sentimento é real, e os nerds estão ali mesmo. A corrida pelo ouro na inovação é um jogo de milhões de interesses e dólares em fundraising de start-ups. SXSW sendo a nova Meca, sinal de que tem gente se valendo da oportunidade da inovação a todo momento.

Num ano de SXSW sem revoluções onde a palavra de ordem continua sendo experiência e a filosofia da vivência pelo digital, e numa CES (famosa por apresentar hardwares que hoje dependemos diariamente) sem grandes novas tecnologias, fica claro que vivemos um estágio de concentração no amadurescimento diante do cenário de oportunidades já existentes. As empresas deveriam se organizar para lidar com essa mentalidade inovadora, ávida pela experiência - a criatividade e sensiblidade que promove uma verdade capaz de ser replicável pela audiência é o grande asset do futuro.

Acredito que essa é a lição dos 100 milhões de views do KONY 2012. A inteligência coletiva não é controlável, mas pode ser agregadora e transformadora. Isso é muito mais representativo do que um viral vaidoso e vazio num trending topic qualquer que não reforçou planejamento algum.

Daí, vivendo todo esse contexto, esbarramos na morosidade e burocracia dos que são forçados a se atualizar - os comunicadores cheios de soluções antigas. Os comunicadores com KPIs demandados por seus clientes ávidos pela modernidade e popularidade por vias baratas que o digital promete com a meritocracia. 

Pura fantasia achar que vão conseguir lidar com a PG da inovação de maneira confortável. Daí esses mesmos comunicadores tentam remontar suas estruturas organizacionais para o formato que inovação toma a cada 3 anos - mobile, social, etc. Falta a liquidez e naturalidade que nasce do raciocínio nativo do inovador. E esse olhar não nasce de quem ama o conforto da progressão aritmética, mas do arrebatamento nascido da paixão pela PG e isso não se emula.

Nesse formato da implementação de susto - muito popular em agências, usuários hardcore de qualquer mídia viram experts em seu manejo, e na sua maioria também são grandes míopes no entendimento dessas plataformas e no processo de evolução do digital da qual ela participa. Eles fazem planejamentos igualmente baseados no susto.

É nessas dinâmica toda assustada que nasce o erro de achar que bem utilizar um twitter ou facebook, significa entendimento do ambiente que ele participa.. Olha cliente, todo mundo foi pro facebook, é por isso que vamos pra lá, ok? Tem muito social media que se comporta como o placa de trânsito, sem nunca entender que são eles os construtores de estrada.

Acredito num futuro de menos grandes experts momentâneos e mais observadores do organismo da inovação. Grandes planejamentos dependem de profissionais que participam desse mind set e as marcas que pretendem ter o digital no seu DNA não podem mais viver no susto “me frita uma nova rede social?”. Eu chamo isso de síndrome do QR Code - ninguem nunca usou de fato, mas é tão high-tech ter na embalagem…

E bom, 30 passos em PG são 26.8 voltas ao redor da Terra. Quem anda assim acaba 21.894.942% mais longe - e quem chega antes ganha o pote de ouro! Agora cabe a você escolher quão longe vai o seu passo. :)

___

Vamos imaginar que você é Jesus e pode andar sobre a água. e que duas vezes o tamanho do seu pé, é um passo seu. Um pé = 0.3048 metros. Dois pés = 0.6096 metros. Então, 40,041.47 km (diametro da terra) = 40,041,470 metros. diametro da terra em metros / tamanho de um passo = 65,684,826.1 passos. Sabendo que 30 numa PG de 2 são 1.073.741.824 passos. Isso dá… 26.8 voltas na terra. \o/

asimov complex

chemistry

chemistry

stars

// filtro de sinceridade #1//

Gosto de você mas não posso ficar contigo por que estou com medo de me envolver.

Após filtro de sinceridade:

você é legal mas eu to vendo se arranjo alguém melhor. Fica aí na fila um tempo até minha autoestima cair e eu achar que só você é realmente suficiente? Vou ficando contigo toda vez que nos encontrarmos aleatoriamente e não tiver ninguem melhor. Mas por favor não entenda isso como prova de interesse, é realmente apenas fraqueza e preguiça minha, Não quero nada sério e elegi você como ferramenta da minha conveniência. :)

remix

remix

// TER//

(…)

- E chega o momento em que o mundo com o qual sonhamos em nossa juventude começa a tremer diante do avanço implacável da realidade. Existem aqueles que, neste ponto, descartam seu tesouro de sonhos e ancoram suas vidas na segurança ilusória do pensamento racional. Viram individuos sérios, que adoram números e rotinas, que, por sua vez, lhes dão uma aparente segurança. Entretanto, como a segurança nunca é abrangente, eles jamais conseguem ser felizes. Então começam a acumular posses, mas sempre há algo faltando. Possuir coisas não os tornam felizes, pois os afastão da simples existência. Eles valorizam os meios e não os fins.

- Então por que, se isso não faz com que sejam felizes, os adultos dedicam a maior parte do tempo em obter mais coisas?

- Pensar que a felicidade depende de se possuir alguma coisa é uma autoilusão reconfortante. Como depende de ter, não de ser, buscamos algo que esta fora de nós. Assim não precisamos olhar pro nosso interior. De acordo com essa forma de raciocínio, podemos ser felizes sem mudarmos nossa maneira de ser. Basta ter isso. Ou aquilo.

- E as pessoas não se dão conta dessa ilusão?

- O que acontece é que existem coisas demais que se podem ter, e enquanto você não chegar até a última delas, jamais perceberá o caminho errado. Essas pessoas passam o resto de suas vidas numa busca infrutífera, pulando de uma coisa pra outra. São os imediatistas que jamais vivem o presente, por que felicidade é eternamente a próxima coisa para se ter. São as pessoas com o tipo de coração mais vazio que existe.

(…)

// WALL//

Quando você empurra uma parede com toda sua força pode sentir ela resistindo com a mesma intensidade. Se aumentar a pressão, a parede aumenta a resistência.

A solução é tirar as mãos. A pressão desaparece por si mesma. Quem reconhece que a parede tem direito de existir não precisa empurra-la. Nem será afetado pela sua existência. Quem define que uma parede é um obstáculo somos nós, a existência da parede não é um problema, a maneira com que decidimos lidar com ela, isso é.

Faz parte de crescer descobrir, aceitar, e conviver com as paredes do mundo. E as nossas também. Essa é a parte mais difícil pra mim que tão cheio de paredes pareço um menino-labirinto. ugh.

// REALIDADE//

(…)

- A dificuldade esta dentro do nós?

- Na maioria das vezes sim. Mas a solução também. O mundo dos pensamentos carrega o mundo material em sua esterira. Basta imaginar coisas, e elas provavelmente existirão pra você. Até certo ponto, você cria a realidade que o cerca, como se fosse um pequeno deus de suas redondezas.

- Como isso é possível? A realidade neste planeta não é a mesma para todas as pessoas?

- Talvez a realidade seja única em seu todo. Mas cada um de nós só percebe a fração que nossa consciência registra através de nossos sentidos e nossas afinidades. Ao filtrar a realidade e admitir apenas algumas ideias, pessoas e situações que concordam conosco, estamos de certa forma refletindo nossa própria imagem.

- Você quer dizer que as pessoas nunca conhecem a realidade, mas apenas a si mesmas através dessa realidade?

(…)

E eu fiquei pensando.

// PLAY //

Olha como é simples: 

Se você fornecer um determinado produto cortando o valor dos atravessadores, você maximiza seu lucro (ou no mínimo mantém ele) e entrega um custo final pro consumidor infinitamente menor.

Fazendo isso, é possível ir muito além da margem de lucro do primeiro cenário e ainda assim parecer vantajoso pro consumidor. No passar do tempo, você abaixa o custo com ofertas e os consumidores vão levando seu produto a medida que o preço se aproxima do valor percebido que eles tem da seu conteúdo oferecido - ainda assim a margem de lucro permanece fixa. Quanto mais rápido você conseguir baixar o valor inicial, mais rápido você consegue combater pirataria. 


O único motivo disso não ser posto em prática é por que o mercado da música criou tantos dependentes do modelo de distribuição antigo que entregar vantagens pro consumidor nas vias de fato representa o colapso do modelo deles. Um modelo que encarece o produto num formato que não interessa ao artista e pune o consumidor pela preguiça e medo dos grandões de lidar com o mundo moderno. 

Quando a iTunes store colocou singles a 99c recebeu aviso da RIAA para subir seu preço para 3.45. Você compra no digital mas paga gastos de atravessadores FANTASMA, só pra equiparar o custo ao valor OFFLINE do single. Tudo, denovo, para não ameaçar a venda dos produtos físicos que continua em declínio - o sucesso do modelo digital tá sendo bloqueado desde o primeiro momento.

A guerra NÃO É sobre propriedade intelectual, é sobre manutenção dos modelos ultrapassados de capitalização da propriedade intelectual. Eles estão derrubando quem distribui (e promove novas formas de crescimento do mercado) e pra bloquear legalmente esses caras o único meio é arrancar direito dos cidadãos de dividir conteúdo.

O negação desse cenário novo, ocasiona na continuação dos SOPAs e PIPAs na cara do mundo - por que depois desses dois, já tivemos o ACTA, PCIP, C-30 e vários outros com objetivos comuns e nomes complicados.

Eles querem restringir os direitos de todos pra não perder o lucro de poucos. É um cenário tão absurdo, que só mostrar como o poder cego concentrado nesses caras é desproporcional ao resto dos interesses do mundo digital - cada vez mais transparente e acessível pra todos.

Fazem 20 anos ou mais que o formato de consumo do mercado de música se transforma - nada disso é novidade. Não há motivo algum para acreditar que o digital é sinal do apocalypse para artistas, ele é sim, sinal de transformação.

Sempre mudamos, e sempre vamos mudar. Talvez, aceitar a idéia de compartilhamento seja o dente de leite das grandes gravadoras - passada essa dor, vamos viver um cenário um pouco menos infantilóide, onde ela chora e nós cedemos direitos.

Sobre a graça, o engraçado e o desgraçado.

Sobre a graça, o engraçado e o desgraçado.

(Source: teocracy)

// FAIR PLAY//

O que custa pra ela gente muito rica enterrar baús com moedas de ouro e desenhar mapas rústicos, cheios de enigmas e pistas ocultas em vez de deixar tudo pro cachorro quando morrem? Eles são os únicos que podiam deixar as coisas mais interessantes pro resto de nós.

// A ÁRVORE RACISTA//

Era uma vez uma árvore racista. Sério, você vai odiar essa árvore.

Numa colina com vista para a cidade, a árvore racista cresceu onde a grama era baixa. Crianças visitavam a árvore durante as horas de luz do dia e pediam maçãs. A árvore racista balançava seus galhos e deliciosos frutos vermelhos e lustrosos caiam. Muitas crianças comiam das maças da árvore racista, e na sombra de seus galhos, brincavam.
Um dia uma criança trouxe Sam, um menino recém chegado na cidade, para brincar perto da árvore racista.

 

"Sam, vamos comer uma maça!", disse uma garotinha.
"Não mesmo, ele é preto." disse a árvore. A frase chocou as crianças, que repreenderam a árvore. Ela no entando, não balançou seus galhos e ainda chamou Sam de macaco.

 

"Eu não acredito que a árvore racista é tão racista assim!" disse uma das crianças. Chocadas, elas então pararam e analisaram se talvez não foi por isso a árvore racista recebeu esse nome.

 

Ficou decido entre todos que se Sam não era digno das maças, nenhuma outra criança deveria come-las. As crianças pararam de visitar a árvore racista.

 

A árvore racista cresceu solitária a partir dali. Depois de muitas semanas, uma criança se aproximou brincando com sua pipa do gramado na colina com vista para cidade.

 

"Olá, posso te oferecer uma maça?" perguntou a árvore entusiasmada.

 

"Ah, vai se foder, árvore nazista" respondeu a criança.

 

A árvore racista estava triste por que apesar de ser bastante racista, e árvore não concordava particularmente com a ideologia facista de Hitler. A árvore racista então decidiu dar maças para crianças negras, não por que havia se tornado tolerante, mas por que se não fizesse isso, teria que enfrentar o ostracismo das crianças brancas.

 

E assim, aconteceu progresso social.
TEOBALDO 24 RECIFE SÃO PAULO PARIS INTERWEBS